quarta-feira, 26 de agosto de 2009

UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA PRÁ COMEÇAR!

Na área que atuo profissionalmente, a musical, estar um passo a frente, por dentro de novidades, tanto em técnica quanto em comunicação, é sempre um bom diferencial.
Como em tudo, creio.
O Blog, para mim e neste momento, é o passo à frente.
E no meu caso, o que mais o justifica é, através dele, conseguir compartilhar com o leitor um pouco da minha experiência, que hora tratará do lado pessoal, de vida até, mas tendo como base minha experiência profissional, em especial 36 anos de empresariamento, produção e direção de
shows e eventos.

Iniciei como um Fred Rossi que não imaginava e nem sabia o que poderia acontecer, em um Brasil que despontava com a Bossa, os Festivais, a Jovem Guarda e gênios da Música, até o Fred que hoje, anos mais tarde, analisa toda sua carreira, dos anos de 1970 até a diversificação musical que se estabeleceu nesses novos tempos.

Durante esses anos, partilhei da convivência com ídolos e amigos. Seres humanos maravilhosos, como Paulinho Nogueira, Toquinho e Vinicius, amigos dessa década que se somariam à Arthur Moreira Lima, Paulinho da Viola, Gianfrancesco Guarnieri, Edu Lobo e tantos outros.

Atuando ou como produtor de discos, Shows, produzindo e dirigindo um evento, em um total de duas mil apresentações ao vivo somente nessa década (hoje somam-se aproximadamente dez mil), entre shows e Eventos, dei minha contribuição, ao menos no "levar o artista à seu publico".

Na época, o trabalho artesanal na produção exigia mais de cada envolvido, mais interação também, e por isso, costumo dizer que também vou ao palco, minha cabeça sobe junto, assim criando, felizmente, uma boa relação com os artistas.

Es as coisas foram acontecendo, nomes surgiam e consagravam-se, outros cediam o cenário depois de marcar uma época, e todos nós como espectadores.

Assuntos, nessa recheada história brasileira, não irão faltar!

Bom, e com essa introdução abro um pouquinho as portas da minha história.

Bem-vindos.

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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Meio Mensagem - Para lembrar Tom Jobim

Primeiro foi Vinicius de moraes, depois Chico Buarque, agora é a vez de Tom Jobim ser o homenageado do Livro-Agenda Anotações com Arte - 2007 idealizada por Fred Rossi com textos de Oswaldo Mendes.
Isso mesmo, é uma agenda, dessas com espaços para anotações diárias de compromissos e lazer.
Porém, mais uma vez, o resultado vai bem mais além - é literatura, ainda que difícil de definir, misto de biografia, poesia, crônica e reportágem.
Para cada semana, u, texto, letras de música, versos, história de vida e arte.
As fontes de Oswaldo Mendes foram muitas, do site oficial do homenageado às biografias já publicadas - todas devidamente eixadas no final do livro - até seu arquivo pessoal de dramaturgo e jornalista, de onde tirou um encontro entre tom e o "repórter" Plinio marcos.
Os resultados são textos fluentes que ora provocam risos abertos, ora emocionam.
Impossivel não imaginar entre risos, por exemplo, a cena que Tom, bêbado, num fim de tarde em Copacabana, vê de dentro do bar Carlos Drumond passando pela calçada.
Levanta-se, vai ao seu encontro e estala um beijos em seu rosto - Que é isso, Tom Jobim? Exclama, perplexo, o poeta.
"orgulhoso por ter sido reconhecido, ele caia de joelhos - Vou beijar seus pés. E foi inútl Drumond se livrar, em pânico do assédio, conta Mendes na página da semana que vai de 13 a 19 de agosto.
Com sensibilidade do escritor, Mendes capta momentos diferentes da trajetória do artista e da história País, passam simples significados.
É o que fez ao contar sobra a vaia à canção sabiá, no 3° Festival Internacional da Canção, em 1968, Chico Buarque vem da Italia, a pedido de tom, para dar força na final.
sabia venceu sob as vaias do publico que naquele tempos negros de ditadura torcia para Caminhando ( para não dizer que não falei de flores) do Geraldo Vandré. "Curiosamente, dez anos depois, com a anistia política, os versos da canção - Vou voltar, sei que ainda vou voltar - ganharam conotação política.
A amizade com parceiros com Vinicius e Chico, a influênciaexercida pelo Avô Brasileiro de Almeida; a relação difícil com Elis regina; A gravação feita com Sinatra; o texto sobre Tom escrito por Carlos Lacerda, o carinho por mulheres e filhos - muitos são os aspectos abordados nesse Livro - Agenda, de escrita fluente que pode ser lido com prazer em algumas horas, ainda que tenha sido feito para ser saboreado ao longo do ano.

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terça-feira, 19 de setembro de 2006

Forbes Brasil 19.09.2006

MISCELÂNDIA





AGENDA PERSONALIZADA

Fred Rossi Produções e Eventos continua com a proposta inovadora Anotações com Arte, trazendo na edição 2007 o soberano maestro Tom Jobim, comemorando 80 anos de seu nascimento.

Em formato livro-agenda e com conteúdo bibliográfico, o projeto, que retrata ícones da cultura brasileira, já homenageou em suas capas Vinicius de Moraes e Chico Buarque de Hollanda.

Com mais de três décadas de experiência e respeito no meio musical, o empresário Fred Rossi oferece uma ótima oportunidade para presentear clientes, parceiros, amigos e fornecedores, associando sua marca a um produto de prestígio.

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sexta-feira, 2 de setembro de 2005

Revista Vogue - Edição N° 317



ANOTAÇÕES DE CHICO

Um trabalho delicado com a vida, as canções e a poesia de Chico Buarque entremeando uma agenda encantada


Abro a agenda e me deparo com um manuscrito de Chico Buarque, o da canção Paratodos. Olho sua caligrafia, letra de quem pensou em ser arquiteto. Percebo que quase não há correções. A música saiu assim, direta? Viro a página, Tom Jobim fala de Chico, “olhos de gatão selvagem... tem sorriso inesquecível”. Enfim, uma agenda diferente, essencial, daquela para guardar depois. Valiosa. Anotações com Arte – 2005. Chico Buarque. Um presente que todo mundo gostaria de ganhar, adoraria dar, porque foi feita com engenho e arte, com emoção. Uma agenda que toda mulher vai querer ter. Em cada página, a cada semana, um verso do Chico. Aqui: “A felicidade morava tão vizinha que de tolo até pensei que fosse minha”. E outra: “Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar”, ou “me leva para sempre, Beatriz, me ensina a não andar com os pés no chão”. E mais: “que roupa você veste, que anéis? Por quem você se troca?”


Assim repassei a agenda inteira, pensando como as coisas estão mudando neste Brasil e que agendas podem ser elegantes, necessárias, prazerosas. Nem sei se marcaria coisas nela, conservando-a intocada e pura, tão bela é.

E vou vendo fotos de Chico com a família, amigos, em viagem, capas de discos e de livros, cenas de peças, momentos inesquecíveis como os festivais da canção da Record, letras de música, bilhetes, notícias de jornal. Então, ouvi Fred Rossi, que produziu estas Anotações com Arte com Vinicius de Morais. O poetinha, companheiro de tantas caminhadas, devia estar por ali me assoprando no meio da noite o que parecia uma idéia surgida do nada. Tanto que homenageá-lo na primeira edição do projeto acabou sendo inevitável. Foi, com certeza, a melhor forma de agradecer ao poeta por tudo o que ele nos legou, em verso e encantamento. Entre os presenteados com a agenda-2003, esteve um amigo do poeta, menino que ouvia suas longas conversas noite adentro com o pai Sérgio: Chico Buarque de Hollanda. O próximo é o Chico, o próximo é o Chico, eu parecia ouvir a voz do poeta dando razão à minha intuição. Quando o convidei, tive o privilégio de ouvir o sim do Chico. Veio a tarefa imensa e apaixonante de ir ao Chico, à sua família, aos amigos, gente que abriu seus baús de lembranças e guardados. Ah, sim! Chico Buarque de Hollanda! Esse trabalho me diz que é possível um tempo de delicadeza, como cantam os seus versos. Mais uma vez, Chico, você nos ensina isso. Fred Rossi? Ah, sim! Na década de 70, foi empresário de Toquinho e Vinícius e produziu os shows da dupla no histórico Circuito Universitário. Esteve à frente da última apresentação de Vinicius, no Canecão, em 1979. Com 31 anos de experiência em eventos e 10 mil shows realizados, Fred Rossi sempre trabalha com o que há de melhor: Caetano, Gil, Gal, Paralamas, Ed Motta, Rita Lee, Milton, Lulu. Perceberam o valor das Anotações? De quanta alma e amor há dentro dela? Deixei para o final, mas não me esqueci que acaba de sair, também, uma caixa de CDs do Chico, com a obra completa.



Ignacio de Loyola Brandão

Anotações com Arte, textos e edição de Oswaldo Mendes

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segunda-feira, 2 de setembro de 2002

_17 de abril de 1980. Vinícius de Moraes

Casa de Saúde São José. Momentos antes de ser operado pelo neurocirurgião Paulo Niemeyer, o poeta já cansado dos aborrecimentos de sua saúde precária comenta com a companheira Gilda Matoso: “A vida assim é muito chata!” A irmã Lygia, sua sombra querida desde a infância, mantêm-se em vigília ao lado de Gilda. Nos dias que antecederam a cirurgia, o poeta estava confuso, queixava-se de amigos mortos. Por que Cyro Monteiro e Antonio Maria não têm vindo visitá-lo? Confundia Gilda com sua primeira mulher. “Tati, você sabe onde estão aqueles papeis do Itamaraty?” A hidrocefalia é enfrentada com a instalação de uma válvula que desce da cabeça, por dentro da pela, até o peritônio. Poucas semanas depois, ele recupera a consciência e em sua casa na Gávea começa a trabalhar com o parceiro toquinho na adaptação brasileira do disco Arca de Noé, lançado antes com sucesso na Itália. (texto extraído do LIVRO-AGENDA Vinícius de Moraes 2002)

(texto extraído do LIVRO-AGENDA Vinícius de Moraes 2002)

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